
Em 1838, na Batalha do Barro Vermelho, em Rio Pardo, durante a Guerra dos Farrapos, os rebeldes cercaram os soldados leais ao Império e prenderam o maestro Joaquim José de Mendanha e os músicos da banda do 2º Batalhão de Fuzileiros Imperial. Foi assim que um maestro mineiro, monarquista, mulato, prisioneiro, foi obrigado a compor uma música para o Hino da República Rio-Grandense. Alguns anos depois, o maestro foi acusado de plagiar uma valsa de Strauss e a letra teve três versões, sempre contestadas; a que prevaleceu foi de um poeta popular conhecido como Chiquinho da Vovó.
“Foi num salão de baile de Rio Pardo”, diz o diretor do documentário, Rene Goya Filho, “que o hino foi apresentado pela primeira vez e para lá levamos um grupo de músicos para apresentar a versão considerada como original. Então, será no mesmo local em que o Hino Rio-Grandense foi executado pela primeira vez”. O escritor Luiz Antonio de Assis Brasil, que escreveu um livro sobre o maestro Mendanha, participa do programa, juntamente com os historiadores Tau Golin, Moacyr Flores, Aida Ferreira e Emiliano Linberger; e os músicos Antônio Borges-Cunha e Celso Loureiro Chaves.
‘Hino Rio-Grandense – a Incrível História’ tem direção de Rene Goya Filho e roteiro de Grace Luzzi. Participação especial da cantora Vanessa Longoni e músicos convidados, regidos pelo Maestro Fernando Cordella. A trilha sonora original é de Duca Leindecker, fotografia de Pablo Chassereaux e direção de produção de Glauco Urbim. O documentário é uma produção do Núcleo de Especiais da RBS TV, que tem direção geral de Gilberto Perin.
Assista o trailer do documentário:
Assista a íntegra do documentário:
Leia também uma matéria do Jornal Zero Hora publicada em 24 de Janeiro de 1988 nos 150 anos do Hino Riograndense.
E não deixe de escutar algumas interpretações do Hino do Rio Grande do Sul.
Fonte: http://www.coletiva.net/site/noticia_detalhe.php?idNoticia=32293

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